sexta-feira, 29 de maio de 2009

ESCLARECENDO A NOSSA RAZÃO.


Se a religião,a princípio apropriada aos conhecimentos limitados dos homens,tivesse sempre seguido o desenvolvimento progressivo do espírito humano,não haveria incrédulos porque a necessidade de crer está na própria natureza do homem e ele sempre crerá,desde que lhe deem o alimento espiritual em harmonia com as suas exigências intelectuais.Ele quer saber 'de onde veio e para onde vai'!
O Espiritismo nos oferece o que há de melhor e, é por isso, que se vê acolhido ansiosamente, por todos os que se atormentam com a incerteza pungente da dúvida;não encontrando nas crenças religiosas e nas filosofias vulgares,aquilo que procuram.
A Doutrina Espírita tem a seu favor,a lógica do raciocínio e a prova dos fatos.É por isso que inutilmente tem sido combatido.
Kardec já deixou patente a distinção clara de que a sustentabilidade da Doutrina,se firma em uma BASE INAMOVÍVEL,porque está nas LEIS NATURAIS.Muitos se contradizem ao afirmar o contrário,com suas teses sobre ser uma religião e também cristã.
Essa BASE CIENTÍFICA,adota um princípio metodológico:CUEE,que determina que,seu VALOR UNIVERSAL seja válido,independentemente,de contexto social,da época e do lugar,porque se trata de PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS que compõem a LEI DE DEUS.
O Espiritismo não está a mercê da falibilidade dos conhecimentos humanos,para se firmar enquanto Doutrina.Em seu sentido PROGRESSISTA,ela avança,acompanhando NOVAS DESCOBERTAS,em variados campos do saber humano.
Se fosse RELIGIÃO e CRISTÃO,estaria fatalmente relegado a nulidez de seus conteúdos doutrinários(princípios particulares);por não estarem respaldados nas LEIS NATURAIS e,assim,NÃO PODERIAM ENCARAR A RAZÃO,FACE A FACE,EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE.
A Doutrina ainda nos disponibiliza as ferramentas de estudos e pesquisas em seu contexto CIENTÍFICO-FILOSÓFICO,de CONSEQUÊNCIAS MORAIS.Não se confundir MORAL com religião.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

DAS CONTRADIÇÕES NAS OBRAS PARALELAS.

EMMANUEL




Extraído da Comunidade 'CUEE(Metodologia Espírita)'.

Tópico de autoria de Moura Rêgo.


Algumas obras que circundam a Doutrina Espírita, ditadas ao que se diz, por Espíritos, são tomadas com exação, como se fosse a 'Doutrina dos Espíritos', o que representa um erro crasso, conducente à uma interpretação e à uma conclusão, em deslustre para com o que ensina o Espiritismo.
O alunado noviço, muitas vezes, por ainda não conhecer a parte básica da Doutrina, acredita, por ouvirem dizer, que tais obras possam ajuda-los na compreensão dos temas doutrinários e, acabam por enveredar pelas sendas do Espiritualismo que, mesmo formando a parte geral da filosofia chamada Espiritualista, tem para com a 'Doutrina dos Espíritos' grande diferença; nascendo daí, muitas das querelas, discussões e mesmo, algumas animosidades, que vemos, quando na Internet,em algumas comunidades Espíritas.Se é correto dizer ao estudante de Doutrina Espírita: “Leia de tudo, retenha o que é bom”, implícito está que, para que se possa reter o que necessariamente seja 'bom', é de todo importante que se conheça, anteriormente, pelo menos a parte básica da Doutrina dos Espíritos, para que, mais longe, fiquemos, dos erros de interpretação.
A distinção entre Espiritualismo e Espiritismo, é importante para ser conhecida, pois, é ela quem nos vai ajudar a reter o que seja de Doutrina Espírita, mesmo ao lermos obras paralelas.
O Espiritualismo é a parte geral, onde a Doutrina dos Espíritos se forma como parte específica. Logo, é justo que saibamos que, muita coisa dita como conteúdos espíritas, não é, senão, corruptela da Doutrina e, não raro, faz com que o estudante, teça conclusões distantes do veio doutrinário, esta a razão de tanta celeuma entre alguns de nossos confrades.
Nascidas de contradições aos parâmetros codificados e avalizados pelo 'Controle Universal do Ensino dos Espíritos'(CUEE), trazendo noções geradas no Espiritualismo, mas não aludentes à parte especial e específica conhecida como Espiritismo; estas noções formam conduta de erro, fazendo atrasar os estudantes, no caminho da compreensão dos temas realmente doutrinários.Este o escopo destas poucas páginas, companheiros; ajudar na propagação da correta Doutrina dos Espíritos, resguardando os estudantes noviços na Doutrina Espírita, de se arrostarem a falsas interpretações dando lume a que uma corrupção ou que uma contradição flagrante, lhes seja dita, como parte integrante da Doutrina que se alistaram para seguir.
Dessarte, vou lhes trazer três momentos em que se vê, claramente, a corrupção do tema doutrinário, fazendo nascer idéia diversa e divorciada do ensino da plêiade.

1 _ É dito por alguns, sobre a existência de Umbral: uma zona que afirmam purgatorial aos Espíritos endividados; Dizem ainda sobre a existência de zona fronteiriça a Terra, delimitada e circunscrita, onde floresçam construções de Ministérios, residências, hospitais, em suma, de origem tipicamente material, onde jornadeiam esses Espíritos errantes e inferiores, até que se tornem reajustados ante a Lei de Deus. Numa autêntica corrupção ao que ensina a Obra Básica da Doutrina Espírita, querem ver?

Ensina o dicionarista:

UMBRAL: 1. Cada uma das peças verticais das portas e janelas que sustentam as vergas; ombreira de porta. 2. Limiar, entrada.

Como se vê, não é esta a idéia que é preconizada pelo autor dessa concepção de uma 'zona purgatorial', mais católica do que Espírita.
Ensina O Livro dos Espíritos: “(...) Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam nenhuma região delimitada ou circunscrita; estão por toda parte, no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos sem cessar.”

A Obra em questão, 'O Livro dos Espíritos' é onde, no dizer do codificador, repousam os princípios básicos da Doutrina dos Espíritos, tal como lhe foram ditados pelos Espíritos da plêiade(Espíritos Superiores); logo, contém o elemento validador, ou seja o 'Controle Universal do Ensino dos Espíritos' (CUEE).
Minha questão é das mais simples: Qualquer um dos Espíritos que já tenha, em algum tempo, afiançado sobre a existência do Umbral, tiveram deste controle, a validação necessária para serem tidos como expoentes da Doutrina? Deixo a resposta a vocês, amigos.

2 _ Sobre as construções no Éter erigidas sob o solo (!?) desta zona circunscrita: Alguns Espíritos, já se fizeram conhecer por estas afirmações, logicamente, não ao mesmo tempo, mas em épocas diferentes, mas, segundo a Doutrina, na parte II, da Introdução da Obra 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', ou na Introdução de 'O Livro dos Espíritos', ou mesmo no capítulo I, de 'A Gênese'; sob o título de “Autoridade da Doutrina Espírita, fica patente que, para que uma revelação seja uma verdade doutrinária, haverá de vir de variados Espíritos, sob a escrita de vários médiuns, desconhecidos entre si, ao mesmo tempo, e espontâneamente. Tal metodologia, sabido de todos, que já estudaram as partes citadas acima, mostra a contrariedade ao que foi estipulado, sob o condão de condição 'sine qua non', para serem tidos como Doutrina Espírita; logo, sem a chancela de uma verificação da universalidade das informações espirituais que sejam obtidas,serão apenas opiniões particulares dos Espíritos.Eis a liguagem dos Espíritos da plêiade, em 'Prolegômenos', na obra básica: 'O Livro dos Espíritos': “Ocupa-te com zelo e perseverança do trabalho que empreendestes com o nosso concurso, porque este trabalho é nosso. Nele pusemos as bases do novo edifício que se eleva e um dia, deverá reunir a todos os homens, num mesmo sentimento de amor e caridade.”
Então, companheiros de ideal: não sou eu quem afirma tais coisas, mas sim eles, os Espíritos Superiores, a própria Doutrina.
Sobre o controle do qual falei e sua aplicação nas obras citadas temos:
“(...) mas antes de o divulgardes, revelemo-los juntos, a fim de controlar todos os detalhes(...)”

Dessa forma, qualquer outra afirmação, destoante das que são encontradas nas obras chamadas de 'básicas', devem ser tomadas como opinião pessoal do Espírito ou do autor encarnado que as trouxer, não formando Doutrina Espírita. É o que se pode facilmente depreender.
Na mesma esteira devem ser incorporadas as visões sobre as 'colônias' das quais falei.


3 _ Outra parte em desalinho, para com o ensino preconizado pela Doutrina Espírita, repetitivamente corrompida nas 'obras paralelas', é o do recebimento do Espírito que volta à erraticidade, por seus parentes e amigos.
Falam tais obras que, logo que chega à pátria espiritual, tem o Espírito capacidade para reconhecer as pessoas que formam, como suas amizades.
Se, por certo, tais amizades possam ali estar, mais das vezes, segundo o estado em que se encontre o Espírito, (veja acerca do retorno ao mundo dos Espíritos em 'O Livro dos Espíritos'); o Espírito não poderá reconhecê-los, vista que, se encontra em estado de torpor e que, esse torpor, que lhe frustra qualquer visão, não se acaba tão logo chegue à erraticidade. Dependerá antes das crenças e da qualidade moral deste Espírito. Esta a doutrina.

Amigos, os temas aqui alinhavados não são os únicos, na parte científica; então , encontramos muitas afirmações em total desacordo com a Física, e com outras ciências do homem, não por serem ditadas em tempos idos, mas pela desinformação do próprio Espírito, autor da página. Não me cabe aqui prosseguir nessas colocações, espero mesmo que os temas elencados sejam estudados por todos que lerão este pequeno apanhado de idéias e que o julguem sob a luz da Doutrina Espírita. Tirando então, suas próprias conclusões, para depois, segundo o ensino, dito ao começo, reterem o que é 'bom'.As coisas são lícitas para nós, mas nem tudo nos convém.

Portanto,tais obras:sejam de André Luiz,Emmanuel e de outros autores espíritas(encarnados ou não),são obras 'paralelas' e não 'complementares',como muitos pensam...
São opiniões acerca da Doutrina Espírita.Embora,haja razoabilidade em alguns conteúdos.Não são referenciais para estudo.Necessário se faz que se estude 'O livro dos Médiuns' e 'O Livro dos Espíritos'.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Educação e desenvolvimento mediúnicos e a aferição das manifestações

CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINAMENTO DOS ESPÍRITOS – CUEE

I – Introdução

II – O que é o Espiritismo

III – Comunicação dos Espíritos

IV – O médium perante as comunicações mediúnicas

V – Conteúdo e formas das comunicações

VI – Validação das comunicações dos Espíritos

VII – Métodos de aferição das comunicações

VIII – Comunicações não aferidas – autenticação

IX – Futuro do Espiritismo sob a ótica CUEE

X - Conclusão

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I – Introdução

Hoje, no Brasil, ouve-se falar no Espiritismo em todos os lugares onde se encontrem pessoas reunidas. Fala-se sobre Espiritismo em grupos específicos para o estudo e desenvolvimento prático dos seus postulados doutrinários, assim como falam sobre Espiritismo, todas as pessoas que ingressam em Casas Espíritas, lugar em que se realizam os diversos trabalhos de origem mediúnica, no que se refira a atendimento a outras pessoas que, para essas 'Casas' se dirigem, em busca de esclarecimento, consolação e tratamento de natureza espiritual.

Na quase totalidade das Instituições Espíritas, são realizados os trabalhos de cuja denominação, conhecemos como: desobsessão, educação e desenvolvimento mediúnicos, prontos-socorros espirituais, curas espirituais, e outros.

Além disso, e através da identificação com o Espiritismo, testemunha-se a proliferação de livros em todos os segmentos literários – romances, auto-ajuda, teorias filosóficas e os chamados 'evangelizadores' –, comercializados como complementos doutrinários, científicos e filosóficos da Doutrina revelada pelos Espíritos. Essas produções literárias, salvando-se algumas exceções, trazem, em seu escopo, a informação de terem sido criadas, ora por inspiração espiritual a um médium, ora por psicografia mecânica (sem a interferência do médium, ou seja, passivo)ou ditada por meio da faculdade de audiência ou pela intuição mediúnica(com o médium consciente e ativo).

Para aqueles que estudam, analisam e ingressam na Doutrina Espírita, o entendimento e a compreensão dos seus postulados passam, necessariamente, pelas orientações deixadas pelo codificador e principal artífice da produção das 'Obras Básicas'. Não há como se pretender seguir a Doutrina dos Espíritos se não houver o entendimento e a correta compreensão da origem da autenticidade e da autoridade dos seus ensinamentos.

Somente, quando o Espiritismo é compreendido em sua totalidade, e quando se fala Espiritismo fica implícita a comunicação entre os mundos material e espiritual, não há como ignorar ou omitir o mecanismo universal de coesão dos princípios espíritas e de propagação do Ensino dos Espíritos.

É princípio doutrinário para todo o médium, conhecer os postulados Espíritas e as orientações deixadas pelos Espíritos, assim como conhecer o trabalho do insígne codificador, Allan Kardec, no que concerne à autoridade da comunicação e o certificado legítimo desta, para que a dissensão e o litígio não prevaleçam.

Qualquer pessoa que se disponha a ler e analisar todos os livros já publicados, sob a chancela da bandeira “Espírita”, com um olhar critico sobre os seus conteúdos, comparados com as orientações e esclarecimentos contidos nas Obras Básicas, notadamente em O Livro dos Médiuns, perceberá o quanto de diversidade individual contém em cada segmento neles tratado. Isso se dá porque sabe, o estudioso, que os Espíritos, em virtude da diferença entre as suas capacidades reflete, nas suas comunicações, o seu estado atual de evolução moral e intelectual.

Depara-se aquele que queira seguir a Doutrina Espírita, na sua pureza doutrinária e na ortodoxia dos ensinamentos dos Espíritos; com um impasse entre a aceitação, a omissão, a crítica ou a negação sistemática, para muitas das obras com o selo “Espírita” que grassam pelas livrarias e Casas Espíritas. O que torna lamentável essa situação é o desconhecimento, por ignorância ou descuido, das regras ou normas mais básicas contidas nas obras que deram origem ao Espiritismo. Essas normas, conhecidas como 'CUEE' (Controle Universal do Ensino dos Espíritos) não têm jeito de não serem aplicadas, principalmente quando apresentam fatos novos, não contemplados pelos Espíritos que ditaram a Doutrina Espírita. Torna-se até uma leviandade colocar-se o selo “Espírita”, descaracterizando o aspecto científico da Doutrina para torná-la profissão de fé.
Allan Kardec já preconizava que a opinião universal é o juiz supremo, a pronúncia de última instância, é a soma de todas as opiniões individuais. Tomando-se essas opiniões e se uma delas for verdadeira, terá um peso relativo no todo, porém se é falsa não prevalece sobre as demais. Esses cuidados, importantes, têm um motivo justo; tornam-se um insucesso para o orgulho humano. Seguindo-se os passos corretamente, dificilmente algo será considerado verdadeiro se reprovado no primeiro exame: o da razão. Não há como aceitar uma teoria em plena contradição com o bom senso, com a lógica rigorosa e com os dados positivos que o adepto da Doutrina dos Espíritos já adquiriu.

Caso não passe pelos critérios da razão, do bom senso e da lógica, por mais respeitado que seja aquele que assina a comunicação (médium ou Espírito comunicante), esta deve ser rejeitada. Somente a disposição de não tomar opiniões próprias como manifestação de verdades únicas, mostrará o nível de confiança que refletirão médium e comunicante. Buscar os meios para que o parecer universal seja a constante das manifestações e tomar por guia a opinião da maioria, nos critérios que não admitam contestações, é o modo que deve proceder todo aquele que deseje autoridade e autenticidade da produção mediúnica.

Para que se retome a autenticidade da própria Doutrina Espírita, faz-se necessário a aplicação dos critérios orientados para a sua validação de continuidade. O futuro não é dos mais promissores. A avalanche de divulgações e comunicações com a ausência de análise crítica, no sentido de preservação da coerência com os postulados inseridos nas Obras básicas, mostra um quadro desalentador. Se há a consciência e a afirmação de que o Espiritismo se destaca das demais crenças filosóficas pelo seu aspecto científico, de análise, verificação e comprovação racionais e lógicas, toda e qualquer publicação de segmento científico, deve passar pelo crivo da análise racional e lógica rigorosos.

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II – O que é o Espiritismo


Pontos a se considerar, acerca da crença em supostos conteúdos doutrinários,veiculados por romances mediúnicos dito 'espíritas':

-O que se entende pelo enfoque das Leis Naturais,é que temos o dever primordial de nos desmaterializarmos e, assim progredirmos ininterruptamente.Ponto.

-Se o mundo espiritual é uma 'cópia perfeita' das necessidades materiais, de encarnados na Terra;não haveria a necessidade de encarnarmos,pra se pôr em prática,o que aprendemos no mundo espiritual.Já que se terá,hipoteticamente,tudo o que necessitamos, do outro lado.Ponto.

-O sentido romanceado de conteúdos dito 'espíritas',tem toda uma narrativa,inspirada na vida espiritual;centrada na descrição de um Espírito,acerca das situações vivenciadas por ele.O que não isenta o Espírito, de estar se expressando segundo o seu grau evolutivo.E sabemos que André Luiz,quando desencarnou,não era um Espírito Superior.Ponto.

-Sabemos que, Kardec preconiza o estudo de O Livro dos Espíritos e de O Livro dos Médiuns,para termos base para um entendimento real e não fantasioso das demais leituras que nos são disponibilizadas e que não apresentam um ensinamento mais apurado do assunto.Ponto.

O 'CUEE' é claro nesse sentido; a ortodoxia é para as suas "bases inamovíveis". Ou seja, aquilo que eles apresentaram, por estarem assentados nas Leis Naturais, são imutáveis.

Tudo o mais que for acrescentado como complemento de ensinamento ou esclarecimento, deve estar sustentado nessa "base inamovível".

Portanto, a ortodoxia se fundamenta no que vier dos Espíritos, respeitando a sua base,da qual se formou a Doutrina Espírita; mas isso, não traz, por consequência, a "Ortodoxia Espírita"(como forma de se rotular a quem quer que seja)e sim, forma a ortodoxia dos ensinamentos dos Espíritos Superiores,sendo postos em prática.

Eu entendo que, os Ensinos dos Espíritos, formam a Doutrina dos Espíritos ou Doutrina Espírita.

Já a "ortodoxia", eu não a entendo como Espírita, pois, essa não tem sua ligação pelo fato de ser Espírita ou deixar de ser Espírita. Esta ortodoxia formou-se a partir dos ensinamentos dos Espíritos da Codificação; pois, tudo que eles relataram, explicaram, orientaram, fundamentaram, estão assentados nas bases das Leis Naturais; e, por essas serem imutáveis, tornam também, segundo entendimento de Allan Kardec, os ensinamentos inamovíveis, ou sejam imutáveis.

Há outras questões a serem consideradas sobre esse aspecto do "inamovível", porém, serão objetos de estudos dentro da área que passarei a coordenar.

O que vale agora, para análise, é que podemos sim, tratar a Doutrina Espírita, como 'Espírita'. A "ortodoxia" fica por conta dos ensinamentos de base, e a Codificação Espírita, é todo um escopo, com várias obras, mesmo as complementares; principalmente, as que mencionam o "Segundo o Espiritismo".

Para mim, que fique claro, estamos criando o 'Movimento da retomada da Doutrina Espírita', que desvirtuou-se com o atual MEB(Movimento Espírita Brasileiro); e já é secular esse desvirtuamento, essa incoerência massificada.

Por isso, sou favorável, sempre, a chamarmos, com propriedade, de 'Movimento Espírita'.

Onde um manifesto nada mais será, do que um 'Manifesto Espírita'. Bem elaborado, mostrará o que é o Espiritismo, com lógica, coerência, fundamentado e sem brechas para contradições ou ataques à forma.

Se a Doutrina Espírita se assenta nas Leis Naturais e essas mesmas leis são imutáveis e perfeitas, os Espíritos já fundaram a própria ortodoxia, segundo disse Allan Kardec; ao formularem todos os ensinamentos nessas bases "inamovíveis".

A Doutrina Espírita, no entanto, essa é progressista; pois, todos sabemos que nem tudo foi dito, por ser ainda incompreensível para nós. As ciências, segundo Allan Kardec e os Espíritos Superiores, têm o papel fundamental de irem revelando, através das descobertas, o que nos falta em entendimento e compreensão. Estão lá, nas Leis Divinas e Naturais, e são essas descobertas, que farão a complementação da Doutrina Espírita ou a sua ratificação. Mudar, isso não, pois, o seu princípio é das 'coisas naturais'. Essa é a "ortodoxia". Um 'Movimento' a mantém, porém, não a formaliza.

Esse o meu entendimento.

Um 'Manifesto Espírita', que defende um Movimento Espírita, coerente com a Doutrina Espírita, obedecendo a ortodoxia preconizada por Kardec.

A ortodoxia espírita se assenta em suas bases inamovíveis(Leis Naturais) e, no princípio metodológico,para a plena aceitação das comunicações.A concordância dos informes espirituais,se traduz o seu melhor controle e sob condições tais,que garantam não só,não infirmarem aos próprios princípios da Doutrina;mas se um princípio novo,deva ser revelado,que ele se manifeste espontaneamente,ao mesmo tempo,em diferentes lugares,e de maneira idêntica;senão na forma,seja pelo menos,quanto ao fundo.

Diz Kardec: ....Disto resulta que, tudo quanto se acha fora do ensinamento exclusivamente moral, as revelações que alguém possa ter, tem um caráter individual, sem autenticidade, e devem ser consideradas opiniões pessoais de tal ou qual Espírito; e seria imprudência aceitá-las e promulgá-las levianamente como verdades absolutas. O primeiro exame é, sem dúvida, o da razão, à qual é preciso submeter, sem exceção, tudo quanto vem dos Espíritos. Toda teoria em contradição manifesta com o bom senso, com a lógica rigorosa e, por muito respeitável que seja o nome que a assine, deve ser rejeitada. Allan Kardec – Autoridade da Doutrina Espírita – CUEE.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

LISTA DE COMUNIDADES (ORKUT) E BLOGS VERDADEIRAMENTE ESPÍRITAS:

- Espiritismo Racional -
Blog voltado ao estudo da obra de Allan Kardec e Análise do Movimento Espírita.
http://www.criticoespirita.blogspot.com/


SITE ESPÍRITA:
- Com Kardec.com -
Estudo da obra de Allan Kardec e análise do Movimento Espírita.
http://comkardec.com/


-CUEE(Metodologia Espírita):
Link já postado.

-Ramatis Sábio ou Pseudossábio?:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=10933828

-Filosofia Espírita - Espiritismo:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=2608076

-Espiritismo:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=586506

-Eu sou espírita - Espiritismo:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=495527

-Espiritismo não é religião:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=8375049

-Espiritismo - Pureza Doutrinária:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=42678070

-Espiritismo Ortodoxo:
Link já postado.

-Espiritismo Filosófico & Moral:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=1042686

-Revista Espírita:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=13697126

-Estudo da Codificação Espírita:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48402537

-Espíritas:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48928329

Obras Básicas da Codificação Espírita













quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A IMPORTÂNCIA DO RESGATE DO "CUEE".



Sociedade Parisiense de
Estudos Espíritas



Sabemos que, a Doutrina Espírita nos foi apresentada,originalmente,como Ciência e Filosofia, de consequências morais.E que os tradutores difundiram um tríplice aspecto(Ciência,Filosofia e Religião),que nada tem a ver com a significação e o alcance doutrinário,do Ensino dos Espíritos.A Doutrina Espírita não se baseia no "Evangelho de Jesus",como se originasse dele;apenas toma, como objeto de estudo, o Ensino Moral,da passagem de Jesus na Terra.Um período histórico em que, um Espírito Superior(Jesus) propagou ensinos que nos remetem à Lei de Deus.O Ensino Moral é de todos os tempos.Cristo é um título(dado pelos homens) e não o nome de Jesus.Praticamos a Lei de Deus e não o Evangelho.Nos espelharmos nos exemplos morais de Jesus,não torna ninguém cristão.Jesus não fundou religião alguma.A religião é uma criação humana.

Sectarismo.

Existe uma confusão muito grande, entre religião e religiosidade.Religiosidade é uma disposição natural de todos os seres humanos, é o que nos transcende do mundo material, independentemente de ser materialista ou espiritualista; pois, todos a manifestam conforme suas percepções e/ou condicionamentos.As instituições religiosas deveriam atender ao desenvolvimento moral das pessoas, e para isso se valem de elementos de congregação: como os rituais, dogmas, manutenção de crenças; e seus dirigentes se valem das hierarquias e o proselitismo, para estabelecerem relações de poder e domínio sobre seus adeptos; e uma das mais consagradas formas de alienação é a idéia de que o povo é um rebanho, que precisa de um pastor, impondo, justamente, uma postura parva, passiva e alienada aos seus seguidores, assim os pastores mantêm um domínio sobre o povo pensando que os seguindo estariam sendo conduzidos pelo caminho do Bom Pastor.Lembrando que Allan Kardec era o Professor Rivail, e seu método educativo não era de imposição, mas de desenvolvimento da autonomia do ser que, pela Doutrina Espírita, viesse a manifestar sua religiosidade, independente da forma que as instituições religiosas sempre o fizeram.Por isso que ele disse que o Espiritismo não é mais uma religião, mas um meio de auxiliar as religiões, no seu objetivo de promover o desenvolvimento moral.Se alguma religião, não cumpre esse papel, Kardec não questiona, oferece uma forma de resgatarem-na.
Mas o problema do Movimento Espírita Brasileiro,é a forte "carga religiosa", oriunda de uma mentalidade medieval dos sujeitos, pois ainda não transcenderam, ainda não conseguiram ou não quiseram, a autonomia para serem responsáveis por suas transformações.Esperam dos céus, os milagres, ao invés de seus próprios esforços; daí, reforçam a idéia de que o Espiritismo é a Doutrina 'dos Espíritos', com o tal 'tudo que vem do céu é sagrado', do memso modo, como os religiosos esperam intercessão do Espírito Santo ou Santos (católicos), muitos espíritas, tomam Kardec , Bezerra, Chico Xavier e tantos outros,como tais!
O Espiritismo é,ao mesmo tempo,uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.Como ciência prática,ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos;como filosofia,compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.Podemos definí-lo assim:O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza,origem e destino dos Espíritos,bem como de suas relações com o mundo corporal.
O "CUEE" foi um método científico,empregado pelo codificador,Allan Kardec,na montagem da estrutura da Doutrina nascente e na postulação de suas bases.Kardec, sabendo que a morte não tornava mais sábio ou mais ignorante,o Espírito desencarnado,precisava de um critério,para poder compilar as diversas informações, trazidas pela espiritualidade. Sabendo que havia Espíritos mistificadores,brincalhões e pseudo-sábios,Kardec fez com que, todo o conteúdo doutrinário,fosse passado pela filtragem do "CUEE",ou seja,uma informação trazida,tinha que ser enviada por diversos médiuns,preferencialmente,sem contato entre si,e,praticamente,ao mesmo tempo.Kardec,com todo o seu cabedal,disse com todas as letras: É preferível rejeitar 99 verdades a aceitar uma só mentira.E foi com esse critério,que ele delineou a Doutrina Espírita e pediu para que seus sucessores procedessem com o mesmo critério metodológico.
Infelizmente,muitos hoje em dia,apenas ouvem uma informação,e já propalam a mesma,como uma verdade absoluta,sem passá-lo pelo "CUEE".Quando uma informação é transmitida por um Espírito apenas,seja ele quem for,assuma o nome que assumir,é apenas a visão pessoal daquele Espírito.Para se tornar parte da base doutrinária,ela precisa ser transmitida por outros médiuns,preferencialmente,sem que este tenha tido contato com a mensagem do outro.É preciso ter a chancela da universalidade das informações.Infelizmente,são raros os estudiosos que usam atualmente o "CUEE".Aliás,muita pouca pesquisa se faz na Doutrina Espírita,atualmente.
Quando um Espírito atinge o grande público e se torna "respeitado",como o caso de Emmanuel,André Luiz,a maioria das pessoas acham que isso é o suficiente para que as informações sejam aceitas,sem necessidade do "CUEE".Existem muitas pesquisas ligadas a várias áreas que utilizam informações de André Luiz,em seus livros,umas que apoiam outras que contestam.O fato de Chico Xavier e esses Espíritos,terem atingido o grande público,não os tornam infalíveis.Não contesto a importância de Chico para a Doutrina Espírita, no Brasil,aliás, rendo as minhas homenagens ao grande médium,e exemplo moral que foi o Chico.Mas é preciso "peneirar" mesmo as informações provindas deles.
Infelizmente,as mensagens recebidas não são catalogadas,armazenadas e colocadas à disposição para pesquisa.Falta de organização das instituições,que desconhecem as orientações do Codificador.Mas é preciso, sim,verificar se essa mesma idéia,não tenha sido transmitida por outros médiuns em outras localidades.A internet seria perfeita para isso.Em "Obras póstumas",há uma longa lista dirigida aos futuros dirigentes,de como organizar uma Sociedade Espírita e de como catalogar as informações provindas das comunicações espirituais.Muitos nem conhecem o livro base(O Livro dos Espíritos),apenas leem um romance e já se acham em condições de assumir um trabalho,de falar em nome da Doutrina.Não questiono o que Chico fez pela divulgação da Doutrina,mas é preciso entender que, mesmo ele,e todas as 400 obras psicografadas,precisam ser questionadas.
Kardec nos orientou que, todo conteúdo doutrinário, deveria passar pelo crivo da razão.Se ele assim nos orientou e procedeu da mesma forma,com as informações que já havia compilado,imagine com conteúdos novos,que não passaram pelo CUEE.Isso não significa que menosprezamos o médium,como pessoa,ou os Espíritos,que dele se utilizaram,muito pelo contrário.Os Espíritos Superiores nem se abalarão com isso.Aliás,eles até apoiam isso.Apenas os Espíritos inferiores se sentem melindrados,quando se veem à peneira do "CUEE",pois temem ser pegos em erro.E isso mexe com seu orgulho.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

DEVEMOS NOS SUJEITAR À UMA CONOTAÇÃO RELIGIOSISTA?

As religiões que não passam,em última análise,de quimeras antropomorfas,fizeram ingenuamente,do homem a imagem material da divindade,e da alma um princípio,uma causa especial,completamente diferente de quanto existiu no mundo.As religiões proscreveram a razão e fazendo exclusivamente questão de fé,pretenderam impor a crença em dogmas imaginados,quando os conhecimentos humanos ainda se achavam na infância,vêem se afastar delas,as pessoas independentes que preferem as realidades tangíveis e sempre verificáveis da experiência a todas as afirmações autoritárias e fundamentadas na condenação.Foi provado cientificamente a imortalidade da alma,sendo certamente,a mais importante e a mais fecunda descoberta do século XIX.Chegar a conhecimentos positivos sobre o amanhã da morte é revolucionar a Humanidade inteira.O Espiritismo deu a Moral uma base científica e uma sanção natural,à revelia de todo e qualquer credo dogmático e arbitrário.A Doutrina Espírita,facultando o conhecimento da composição do Espírito,tornando,por assim dizer,tangível a parte fluídica de nós mesmos,projetou viva luz nesses meandros aparentemente inabordáveis,de vez que permite abarcar em uma vasta síntese todos os fatos da vida corporal e intelectual,e mostra-nos as relações entre uma e outra,até então desconhecidas.
O Ensino dos Espíritos foi,como sabemos,coordenado com superioridade de vistas marcante e lógica incontestável,por Allan Kardec.Filósofo profundo,ele expôs metodicamente uma série de problemas relativos à existência de Deus,da alma,da constituição do Universo.Deu solução clara e racional à maior parte dessas questões difíceis,tendo o cuidado de forrar-se de raciocínios metafísicos.Cabe aos espíritas a reflexão sobre os rumos que o Movimento vem tomando, sistematicamente, numa alusão à preferência pela conotação religiosista (ao invés de filosófico-moral) de seus textos, pronunciamentos, atividades, eventos e realizações. O discurso que relembra Kardec, de lógica e bom senso, infelizmente, não corresponde à realidade da prática. É bem verdade que a disseminação (por meios leigos) dos conceitos da Doutrina (nem sempre totalmente fiéis ao conteúdo espiritista) tem chamado a atenção de inúmeras individualidades, pelo mundo afora, aproveitando a “sede” de conhecimento que sucedeu a era da mera fenomenologia psíquica. Embora ainda existam episódios mediúnicos nas famílias, com clara conotação de quadros obsessivos, a verdade é que há uma imensa gama de pessoas interessadas nas informações de origem espiritual (proclamadas não só pelas inteligências desencarnadas, como, também, pelos estudiosos e pesquisadores), que precisam de atendimento e orientação específicas, exigindo de dirigentes, participantes e das próprias instituições a reciclagem de seus métodos e, principalmente, de sua linguagem.
A tendência religiosa da ampla maioria das instituições tem sido o principal elemento de desvalorização da proposta consciencial e sociológica do Espiritismo. Fala-se muito de quase tudo, mas sem a profundidade e o alcance devidos, resultando em casuísmos, achismos e respostas opinativas, que não subsistem a comparação com os fundamentos da Doutrina. Mentores, guias ou dirigentes têm substituído a genuína filosofia espírita – graças à simpatia dos responsáveis pelas atividades espíritas, e, de roldão, os freqüentadores – pela literatura mediúnica “oficial”, isto é, as obras psicografadas por médiuns famosos e ditadas por espíritos considerados quase como “unanimidades”, apesar de não terem, seus escritos submetidos aos mesmos parâmetros do trabalho kardequiano (o Controle Universal do Ensino dos Espíritos).Felizmente, nem todos pensam assim. Há os que se esforçam em estudar, comparar e produzir trabalhos relevantes, em suas áreas de conhecimento e afinidade, permitindo-nos supor que o “espírito” de Kardec os anima, acenando com uma perspectiva da melhoria da qualidade do trabalho e da produção espírita para o porvir.
Qual é a efetiva proposta da filosofia espírita para o mundo em que vivemos? Se o Espiritismo compreende os ideais de renovação moral da Humanidade, com informações espirituais àqueles que tiverem “ouvidos para ouvir e olhos para ver”, estima-se que os ideais espíritas deixem de ser “mera filosofia” para agregarem-se às práticas cotidianas das pessoas, de modo que as máximas, os preceitos e os conceitos espíritas possam estar consolidados nas ações humanas. Por isso, convenciona-se dizer, nos últimos tempos, que não se faz Espiritismo apenas e tão-somente no interior das Casas (ou Instituições) Espíritas. Para tornar-se crença comum (não no sentido religioso – o ufanismo do “futuro das religiões”, a “religião do futuro”, o “ecumenismo” – mas, do contrário, a noção comum, com base no entendimento da maioria das criaturas aqui encarnadas,do verdadeiro caráter do Espiritismo.A Doutrina precisa ganhar as ruas, não pela simples pregação e doutrinação, mas pela presença (ativa) de seus adeptos e divulgadores nos diversos cenários da vida humana, como agentes transformadores. Participando, efetivamente, e não se esquivando, com a desculpa de que tudo evoluirá, um dia, e que os Mentores Espirituais, os grandes encarregados por tarefas e missões, neste planeta, conduzirão, no tempo certo, o mundo para o estágio regenerativo.
Muitos espíritas, pacientemente, ficam esperando... Enquanto este dia não vem, adeptos de outras ideologias e correntes filosóficas ou religiosas ocupam espaços, defendem suas formas (restritas e, quase sempre, a nosso ver, incorretas) de ver o mundo, a vida, os homens. Ficamos lamentando que as organizações sociais são materialistas... Bradamos contra a existência de tantos feriados “católicos”, num país laico, sem derivação religiosa qualquer. A visão espírita precisa, então, pelo menos, ser apresentada, ex-posta, defendida, contraposta aos padrões ideológicos vigentes ou conhecidos.No Ocidente, onde vivemos, a Igreja, dita cristã, não difere das demais: segue rigorosamente os mesmos princípios religiosos de garantir que o seu Mestre - no caso, ficticiamente, Jesus - seria o único verdadeiro que “salvaria” aqueles que o aceitassem de corpo e espírito e em essência. Salvar de quê? Do Pecado Original, já que não havia outra culpa que pudesse ser imputada ao fiel seguidor do Cristianismo. Tudo isso, evidentemente, inaceitável para nosso raciocínio. Não podíamos conceber privilégios para os que seguissem fielmente as determinações eclesiásticas, independentemente de sua conduta e de suas ações.
Há mensagens mediúnicas de Emmanuel e Joanna de Ângelis,tentando transformar o Espiritismo em mais uma seita evangélica, legando a segundo plano não só a prudente filosofia espírita de vida como ainda as provas fenomênicas da existência de uma vida espiritual verdadeira, completamente diferente daquela que o Cristianismo, com Emmanuel e de Ângelis estavam pregando.Mas o que podemos verificar é que impera esta mentalidade: não respeitam mais Kardec e, para os seguidores do tal Cristianismo redivivo, nada mais teria valor senão a salvação por Cristo, o exemplo de vida e o grande Mestre responsável pelo nosso planeta.Na minha parca opinião,se deveria evitar tumultuar a formação doutrinária e a linha de pensamento do verdadeiro Espiritismo.Curioso: Emmanuel foi um padre Jesuíta. Estranho: a tendência atual do Movimento Espírita no Brasil é de transformá-lo numa seita cristã, adotando, até, os dogmas do Cristianismo, tendo Jesus como Salvador e único.O Emmanuelismo seria muito bem-vindo se não quisesse impor seus preceitos com espíritas. O Roustainguismo, apesar da sua mediocridade de princípios docetistas, poderia coexistir pacificamente em qualquer lugar, com seus adeptos, desde que eles não se tivessem como seguidores de Kardec, tentando “evangelizar” nosso meio com estultices de um ser “fluídico”, imaterial, contrariando tudo o que a Ciência, até o presente momento, conhece.