terça-feira, 16 de junho de 2009

COLÔNIAS ESPIRITUAIS:FANTASIAS ANÍMICAS DE CHICO?


Fiz uma série de adaptações em seus conteúdos para melhor aproveitamento de nosso entendimento.

Erraticidade e fantasias espirituais


Autor: Iso Jorge Teixeira.

Que acontece com a alma após a morte? A dos bons irão para o céu e a dos maus para o inferno? Haveria um purgatório, um lugar determinado para a ascensão ao céu ou como preparativo para a reencarnação, daquelas almas necessitadas de purificação?
Essas perguntas, exceto, a primeira, seriam respondidas com um 'sim', pela maioria dos religiosos brasileiros...

Curiosamente, alguns confrades sincretizam tais conceitos de 'céu, inferno e purgatório' e admitem coisas semelhantes àquelas descritas em 'A Divina Comédia' – do obscurantismo medieval –dizendo que, após a morte, seremos encaminhados para um 'Pronto-socorro espiritual' e, daí, para 'colônias espirituais'. No entanto, não é isso que está explícito e implícito na Doutrina dos Espíritos; por isso, julgamos importante tratar aqui da questão básica relativa à erraticidade e a dos Espíritos errantes...

As chamadas 'colônias espirituais' são de existência questionável
Há uma grande falha em nosso Movimento Espírita, ao admitir que fiquemos, quase enclausurados em 'colônias espirituais', a receber conselhos de Espíritos; como se aí estivéssemos encarnados.Até um tal 'vale dos suicidas', é creditado como verdadeira Doutrina dos Espíritos!Contudo, nas obras de KARDEC, não há a menor referência nem às colônias espirituais nem ao vale dos suicidas. Seria uma omissão imperdoável da Espiritualidade Superior?

Acreditamos em que, ao desencarnarmos, a nova vida é eminentemente espiritual, nada de mundos especiais: 'cópias aperfeiçoadas dos objetos da Terra', como dizem alguns confrades. O mundo da erraticidade é um mundo de reflexão, em que nos preparamos para uma nova encarnação, mas essa preparação não tem nada de material.

Alguns argumentam que aqueles Espíritos mais terra-a-terra, não conseguiriam viver sem a matéria. Ora, se não conseguirem viver sem a matéria, ao desencarnarem não sairão daqui do orbe terrestre?

"O Umbral – continuou ele, solícito – começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos.”

Mais adiante, diz também:

“... O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima, a prestações, o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena."
(Livro 'Nosso Lar' - Espírito André Luiz)

O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Por Allan Kardec - tradução de José Herculano Pires.

IX - Paraíso,Inferno,Purgatório,Paraíso perdido.

1011. Um lugar circunscrito no Universo, está destinado às penas e aos gozos dos Espíritos, de acordo com os seus méritos?

— Já respondemos a essa pergunta. As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição do Espírito. Cada um traz em si mesmo, o principio de sua própria felicidade ou infelicidade. E como eles estão por toda parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado se destina a uns ou a outros. Quanto aos Espíritos encarnados, são mais ou menos felizes ou infelizes, segundo o grau de evolução do mundo que habitam.

1012. De acordo com isso, o inferno e o paraíso não existiriam como os homens os representam?

— Não são mais do que figuras: os Espíritos felizes e infelizes estão por toda parte. Entretanto, como já o dissemos também, os Espíritos da mesma ordem se reúnem por simpatia. Mas podem reunir-se onde quiserem, quando perfeitos.

Comentário de Kardec: A localização absoluta dos lugares de penas e de recompensas só existe na imaginação dos homens. Provém da sua tendência de materializar e circunscrever as coisas cuja natureza infinita não podem compreender.

1013. O que se deve entender por purgatório?

— Dores físicas e morais: é o tempo da expiação. É quase sempre na Terra que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos faz expiar as vossas faltas.

Comentário de Kardec: Aquilo que o homem chama 'purgatório', é também uma figura pela qual se deve entender, não algum lugar determinado, mas o estado dos Espíritos imperfeitos que estão em expiação até a purificação completa que deve elevá-los ao plano dos Espíritos felizes. Operando-se essa purificação nas diversas encarnações, o purgatório consiste nas provas da vida corpórea.

1014. Como se explica que os Espíritos que revelam superioridade por sua linguagem, tenham respondido a pessoas bastante sérias, a respeito do inferno e do purgatório, de acordo com as idéias vulgarmente admitidas?

— Eles falam uma linguagem que possa ser compreendida pelas pessoas que os interrogam. Quando essas pessoas estão muito imbuídas de certas idéias, eles não querem chocá-las muito rudemente, para não ferir as suas convicções. Se um Espírito fosse dizer, sem precauções oratórias, a um muçulmano, que Maomé não era um profeta, seria muito mal recebido.

1014 – a) Concebe-se isso da parte dos Espíritos que desejam instruir-nos. Mas como se explica que Espíritos interrogados sobre a sua situação tenham respondido que sofriam as torturas do inferno ou do purgatório?

— Quando eles são inferiores e não estão completamente desmaterializados, conservam uma parte de suas idéias terrenas e traduzem as suas impressões pelos termos que lhes são familiares. Encontram-se num meio que não lhes permite sondar o futuro senão, de maneira deficiente. Essa é a causa por que, em geral, os Espíritos errantes, ou recentemente libertados, falam como teriam feito se estivessem na vida carnal. Inferno pode traduzir-se por uma vida de provas extremamente penosas, com a incerteza de melhora; purgatório, por uma vida também de provas, mas com a consciência de um futuro melhor. Quando sofres uma grande dor, não dizes que sofres como um danado? Não são mais do que palavras, sempre em sentido figurado.


Portanto,os tais informes espirituais referentes a Umbral,colônias e vales destoam da Codificação.


CIÊNCIA ESPÍRITA EM FACE DA RAZÃO E DO CONTROLE UNIVERSAL

Por vezes, adota-se um conceito absoluto de razão, do qual provém o qualificativo racional. No Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano, o verbete razão apresenta inúmeras acepções e variadíssimo conteúdo semântico. Não obstante, logo na primeira entrada, tem-se por razão o "referencial de orientação do homem, em todos os campos em que seja possível a indagação ou a investigação, de tal jeito que ela corresponde a "uma ‘faculdade’ própria do homem, que o distingue dos animais". Outrossim, da noção de razão derivam a de racional e a de razoável. Ora, o racional constitui aquilo proveniente da razão ou dela correlato, enquanto o razoável compõe aquilo capaz de gravitar em torno dela, sem, no entanto, perder o ponto de tangência.


Não há, portanto, absolutizar o conceito de razão, pois tudo quanto se afigure assimilável pela razão deve ser considerado racional, quando o objeto não discrepar ora do senso comum ora do bom senso. Desse modo, racional se torna aquilo admitido pela razoabilidade, embora, a razão em si mesma, não constitua a demonstração da verdade. Somente quando a razão, como faculdade, logra aproximar-se da percepção e da sensação, como realidade apresentada, pode-se interceptar de alguma forma a verdade. Ora, afigura-se importante ser razoável para ser racional e entrever a razão.


Decerto, as obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier, devem ser estudadas, assim como acuradamente comparadas às da Codificação Espírita, porém, dentro das margens de razoabilidade. Não obstante, o articulista, cujas páginas mais parecem um repreensão à mediunidade de Francisco Cândido Xavier, está convicto de que existem nos livros atribuídos a André Luiz "situações ingênuas cientificamente" e devidas ao animismo do notável médium de Pedro Leopoldo. Por outro lado, de tão convicto o observador e de tão verazes as ingenuidades, não as revela ou menciona sequer de relance, a fim de que as analise o leitor. Houve também uma inadvertência do açodado articulista: se houve animismo daquele médium, houve também de Waldo Vieira, cuja personalidade não tinha por hábito e nem terá de padecer "misticismo católico", muito menos agora. Em pelo menos três livros da série, ambos os médiuns, laboraram em conjunto: Sexo e Destino, Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade.

Para escapar ao argumento, o médium deverá recorrer a duas hipóteses, muito ao gosto do consumidor, consoante diria o Padre Quevedo: I) houve fraude liberada e deliberada de Waldo Vieira, sob assédio do "misticismo católico" de Chico Xavier; II) houve manipulação dos textos pela FEB, sob o beneplácito dos médiuns. Sobre tal enfoque, Waldo Vieira nunca se manifestou, nem mesmo após haver-se tornado apóstata(renúncia ao rótulo de espírita) do Espiritismo. Como aplicar a ambos, a hipótese do animismo por "misticismo católico"? Seria animismo duplo em personalidades assaz distintas?

Outrossim, o articulista, de muita cultura e de extenso lastro médico, por ser livre-docente de Psicopatologia e de Psiquiatria, como se pode notar em muitos e bons artigos em que trata conjuntamente da mediunidade e da própria especialidade, assinalou algo de suma importância à pesquisa científica:

Todo ESTUDO realmente CIENTÍFICO, não deve partir para uma busca daquilo que "queremos" encontrar; senão, encontraremos exatamente aquilo que "desejamos"; ora, os nossos DESEJOS, os nossos AFETOS não devem contaminar um estudo científico. Todo estudo deve partir com AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTOS, como recomendava o grande filósofo alemão KARL JASPERS, baseado no também filósofo EDMUND HUSSERL.

Há uma sentença mais verdadeira e mais adequada à problemática? Decerto, parte-se da noção de neutralidade científica, cuja verdadeira existência parece extremamente dubitável, da mesma forma, como parece inexistir a decantada neutralidade axiológica. Ora, como examinar a ausência de pressupostos, se ela mesma se constitui em um pressuposto, usando-se aqui um raciocínio de Bertrand Russel? Se aqui se parte do pressuposto de que existem as colônias espirituais, o articulista partiu, a seu turno, da premissa de que elas não existem. Onde a ausência de pressupostos no exame do problema, sem usar-se aqui o método parenético de Antônio Vieira, o respeitável orador barroco?

Simplesmente,pelo estudo dos conhecimentos espirituais existentes,embasados em LEIS NATURAIS,encontrados na CODIFICAÇÃO ESPÍRITA.

21 comentários:

Claudy disse...

Oi Sergio! Tudo bem?
Muito bom o texto. Acredito que uma das maiores dificuldades do ser humano é aceitar o mundo espiritual como... espiritual.

Bjs
Claudia

Sergio Ma disse...

Oi,Claudy!!

Realmente,ao desencarnarem,transferem para o mundo espiritual,as mesmas 'idéias terrenas',das quais ainda não se desvencilharam...
Bjs.

Paulo disse...

Olha sergio ,respeito seu ponto de vista ,mas se kardec não falou que existiam côlonias ele tambem não falou que não existiam e para falar de chico Xavier falta muita evolução para fazermos isto ainda.

Sergio Ma disse...

Oi,Paulo!!
A Codificação é clara em relação a tal assunto...não existem tais colônias...apenas são tentativas infrutíferas, de se levar para o outro lado,o que o apego às coisas materiais,nos condicionaram a ter...são falsas necessidades,enquanto encarnados na Terra...já que não são uma realidade quando desencarnados.A proposta espírita é de se desmaterializar o Homem...
Quanto a Chico Xavier,apesar de ser um homem de bem,de ilibada moral;não primou por uma conduta correta quanto à divulgação espírita:trouxe uma visão religiosa que não existe...oriunda de seu atavismo católico...moralmente,é inatacável.
Abração!!

Claudy disse...

Oi Paulo, oi Sergio

Paulo


Quanto à sua comparação, há algo que você se esquece a codificação da doutrina não foi feita com base na opinião de um só espírito chamado Kardec, mas de inúmeros espíritos que falaram sobre diversos assuntos e numa falaram nada sobre isto.

Bjs
Claudia

Sergio Ma disse...

Oi,Claudy!!
Com certeza,por isso mesmo, que é o 'Ensino dos Espíritos',pois houveram a unanimidade de informações embasadas em Leis Naturais.

Márcio disse...

Olá Sergio!Gostaria de saber porque essas informações de colonias circulam pelos 4 cantos do Brasil,e os médiuns que relatam mesmo não se conhecendo descrevem elas do mesmo jeito ,citando até quem é o governador da colonia da região tal..............??????????????

Márcio disse...

todos médius que falam, dizem a mesma coisa e não se conhecem,como esplicar?

Sergio Ma disse...

Oi,Márcio!!!

'Disso resulta que, para tudo o que está fora do ensino exclusivamente moral, as revelações que alguém possa obter são de caráter individual, sem autenticidade, e devem ser consideradas como opiniões pessoais deste ou daquele Espírito, sendo imprudente aceitá-las e propagá-las levianamente como verdades absolutas.'

'14. Os objetos, quando se tornam tangíveis pela vontade do Espírito, poderiam ter um caráter de permanência e de estabilidade e se tornarem utilizáveis?

“Isso poderia acontecer, mas não acontece; está fora das leis.”
(O Livro dos Médiuns)

Portanto, mesmo que as "colônias espirituais" tivessem sua forma "aparente", não teriam o caráter de permanência, tampouco, de estabilidade, pois isso estaria fora das leis.Não existem 'purgatórios' ou locais circunscritos para tal fim...como menciona o Espírito André Luiz.

Márcio disse...

Ola Sergio!Argumentos plausíveis!
Mas gostaria que vc fizesse uma análize de meu questionamento sobre os médiuns que relatam sempre da mesma forma esa colonias,mesmo em pontos diferentes

Sergio Ma disse...

Oi,Márcio!!!

Levantaram uma questão elementar muito interessante... infelizmente, por melhores que tenham sido os serviços de André Luiz, em favor do Espiritismo, temos que reconhecer que, suas afirmações jamais foram referendadas pelo 'CUEE' - o que as torna automaticamente suspeitas. Podem ser levadas em conta para fins de análise, mas não para fins de conclusão definitiva.

Realmente, o 'Umbral' não é um lugar, mas um 'estado psíquico' do Espirito perturbado ou remoído por suas próprias culpas.

Não existem, igualmente, 'colônias espirituais' ou coisas que o valham. Só que o leigo realmente aceita sem questionar. O plano espiritual não é cópia do plano material e não creio ser possível ao homem comum, raciocinar desta forma, posto que, todos os seus atavismos e condicionamentos, o levam a desejar que sua vida material se prolongue no outro lado.

Só que a vida no plano espiritual não pode ser realmente narrada de forma compreensível - daí, eu entender que Andre Luiz referia-se a alegorias.


A localização exata dos lugares de penalidades e recompensas existe apenas na imaginação do homem e provém da tendência a se materializar e circunscrever as coisas das quais eles não podem compreender a essência infinita.


Existem apenas na imaginação do homem.Qual é a tua dúvida?Qual a necessidade de se encarnar se, no mundo espiritual,temos o mesmo contexto material?

Quanto aos médiuns,são opiniões pessoais embasadas em ideias terrenas,eivadas de misticismo...um estudo atento e aprofundado da Codificação,nos previne de se equivocar em relação a tais assuntos...

Sergio Ma disse...

O Céu, o Inferno, o Purgatório, as Colônias espirituais, são fantasias espirituais sem nenhuma sustentação científico–doutrinária, são elucubrações místicas, de Espíritos ainda apegados à matéria e de algumas pessoas simplórias, que não conseguem conceber o mundo espiritual sem materialidade.

Claudy disse...

Marcio

Você pode garantir com 100% que estes médiuns nunca leram nada a respeito destas colônias? Que desconheciam a sua existência, nunca ouviram falar no assunto?

Bjs
Claudia

Claudy disse...

Marcio

Você pode garantir com 100% que estes médiuns nunca leram nada a respeito destas colônias? Que desconheciam a sua existência, nunca ouviram falar no assunto?

Bjs
Claudia

Marco Aurélio Leite da Silva disse...

Apenas uma ponderação:

"4. Seria um desdobramento da matéria inerte? Haveria no mundo invisível uma matéria essencial que revestiria as formas dos objetos que vemos? Numa palavra, esses objetos teriam o seu duplo etéreo no mundo invisível, como os homens são ali representados pelos Espíritos?
— Não é assim que isso se dá. O Espírito dispõe, sobre os elementos materiais dispersos por todo o espaço da vossa atmosfera, de um poder que estais longe de suspeitar. Ele pode concentrar esses elementos pela sua vontade e dar-lhe a forma aparente que convenha às suas intenções."
(O Livro dos Médiuns – pág. 85 - )

Por outro lado:

"HARMÔNICOS E RESSONÂNCIA

O fenômeno de indução relaciona-se com a noção de harmônicos e ressonância. Uma onda caracteriza-se por um tom fundamental, que a notabiliza no contexto das vibrações. Mas em seu âmago ressoam também ondas menores de mais baixa amplitude e comprimento. Cada onda menor é um harmônico que se acha embutido na onda fundamental, que é a sua tônica. No caso dos sons, é a maneira como se distribuem os harmônicos que mais caracterizam o timbre de uma mesma nota musical soada por instrumentos diferentes.

Quando a onda atinge uma estrutura semelhante àquela que a veiculou no meio etérico, por indução faz com que essa outra estrutura passe a vibrar em consonância com suas características. Ambas as estruturas encontrarão maior eficiência na transmissão da energia conforme mais se aproximem de uma freqüência denominada freqüência de ressonância. Conforme variam as estruturas que emitem ondas, varia também a freqüência em que o fenômeno da ressonância ocorre.

No caso de duas mentes, o pensamento de uma irá induzir um pensamento semelhante em outra com maior ou menor eficiência conforme estejam elas naturalmente mais ajustadas ou não para a freqüência de ressonância entre si. Por isso há indivíduos que se entendem antes do final da frase. Chega mesmo a haver o fenômeno da telepatia. Infelizmente, é pelos mesmos fundamentos que ocorrem também induções prejudiciais e até processos obsessivos."
(ECESP-01)

Assim, por ideoplastia, ao menos em tese, é plenamente possível que haja colônias espirituais...

Possível... Não quero dizer que devam existir, apenas que é possível.

Sergio Ma disse...

Marco Aurélio,
Respeito tal tese,mas se nos aprofundarmos na questão e a confrontarmos com o manancial doutrinário que os Espíritos Superiores nos trouxeram;perceberemos a impossibilidade de tais coisas se processarem da maneira descrita por vc...
Sabe-se que são 'criações fluídicas'de desencarnados ainda apegados às necessidades de mundos materiais,onde já viveram...querendo reproduzir no 'lado de lá',os mesmos contextos materiais,nos quais se utilizaram temporariamente quando encarnados...a proposta espírita é para que nós nos desmaterializemos e, não haveria necessidade de se encarnar,já que, no mundo espiritual,supostamente se traduziria numa cópia perfeita de mundos materiais...sendo por isso mesmo,um contrassenso...

Marco Aurélio Leite da Silva disse...

Não sei... Ao pesquisar nos textos da Codificação e na Revista Espírita, vejo fundamentos que não me parecem contrários à ideoplastia ambiental, mas sim que confirmam esse fenômeno de modelagem fluídica tanto individual como coletiva. Não é que o plano espiritual seja uma cópia do plano físico; na verdade é o oposto... Aqui há um reflexo do que os evolucionários fazem de si desde antes de cada encarnação. Imaginar algo como um "céu", um "purgatório" e um "inferno" sem correspondência com a mente humana lembra-me uma visão assim como a de Roustaing, imiscuindo concepções da religiosidade católica nos ensinamentos doutrinários.

Eu tenho muita cautela em aceitar teses inovadoras, mas o caso das colônias espirituais, enfim, se for uma mentira é uma mentira muito bem contada, por muito tempo em inúmeros lugares e em manifestações de várias origens...

Parece-me um certo fundamentalismo, portanto com rigores excessivos. Algo assim como negar o que não está minudenciado nos textos de Kardec. Mesmos textos que apontam por diversas vezes para a necessidade de clarificação futura dos ensinos.

Como se manifestariam os Espíritos Superiores sobre um eventual CUEE a ser outorgado hoje? Como seria feito? Quem teria a legitimidade de apontar a ocorrência e comprová-la? Só de manifestações via internet, há milhares por dia falando de tudo o tempo todo...

Enfim, não vejo como defender-se que há um imenso grupo de Espíritos contando historinhas absurdas por mais de 50 anos seguidos, desde muito antes da massificação das mídias...

Com todo o respeito, não considero adequado fazer de Kardec alguém como Maomé. Até porque há efetivos ERROS em obras como A Gênese (cometas que passariam pelos planetas sem danos por serem fluídicos etc).

O ensindamento ministrado deve levar em conta o que o homem sabia naquele momento e o que poderia ser , assim, bem assimilado. Não foi um conto da carochinha dos Espíritos essa balela acerca dos cometas...

Quem, então, julga as "balelas" dos Espíritos que descrevem colônias?

Sergio Ma disse...

Marco Aurélio,
Não há fundamentalismo algum...rsrs...apenas análises bem direcionadas em contextos doutrinários que não sejam Emmanuel,André Luiz e/ou romances espíritas e certos autores encarnados ou não...a base ainda segura e credenciada é o Ensino dos Espíritos via Kardec...a visão religiosa distorceu inúmeras coisas...até para se estudar a Revista Espírita é recomendado ter uma boa base doutrinária...as tais colônias espirituais são de curta duração,por se originarem do apego de desencarnados e por estarem enquadradas com características fluídicas e princípios regidos por leis específicas...tudo fantasia e necessidade de se apegar a certas coisas...

Marco Aurélio Leite da Silva disse...

Caro Sérgio, você diz:

"[...] as tais colônias espirituais são de curta duração,por se originarem do apego de desencarnados e por estarem enquadradas com características fluídicas e princípios regidos por leis específicas...tudo fantasia e necessidade de se apegar a certas coisas..."

Enfim, uma colônia, fugaz ou não, em sua opinião chega a existir? Que se trata de construto mental ninguém duvida (fantasia, ilusão).

Eu sei que estou sendo até inconveniente com tanta insistência, mas é que tenho muito interesse nesse estudo, e venho procurando, nas minhas limitações, empenhar-me nele.

Um abraço! Feliz NATAL e um 2010 de muita Paz e Serenidade!

Sergio Ma disse...

Marco Aurélio,
As tuas perguntas não são fruto da teimosia mas sim de uma necessidade de se buscar a verdade sob enfoques diferentes mas que não prescindam da análise e do aprofundamento...sou um aprendiz como vc,também aprendo muito com vc...sabemos que nada é por acaso...rsrs...
Vivemos sob um contexto de Leis Naturais e, por isso mesmo,devemos ter a seriedade e a isenção necessárias,para não tomarmos verdades psicológicas como verdades doutrinárias...
As tais colônias não tem existência concreta,mas tem a 'sobrevida' que o imaginário do Espírito lhes dê...são criações fluídicas e de limitadas durações...
Tenha um 2010 de muita luz e paz pra vc e toda a tua família!!
Abração!!

Osvaldo Cesar Rios Gonçalves disse...

CAPÍTULO VI
DA VIDA ESPÍRITA

Mundos transitórios

234. Há, de fato, como já foi dito, mundos que servem de estações ou pontos de repouso aos Espíritos errantes?

“Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que lhes podem servir de habitação temporária, espécies de bivaques, de campos onde descansem de uma demasiado longa erraticidade, estado este sempre um tanto penoso. São, entre os outros mundos, posições intermédias, graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que a elas podem ter acesso e onde eles gozam de maior ou menor bem-estar.”

a) - Os Espíritos que habitam esses mundos podem deixá-los livremente?

“Sim, os Espíritos que se encontram nesses mundos podem deixá-los, a fim de irem para onde devam ir. Figurai-os como bandos de aves que pousam numa ilha, para aí aguardarem que se lhes refaçam as forças, a fim de seguirem seu destino.”

olá amigos, adorei perceber que aqui existem discussões respeitosas e frutíferas, diferente do que acontece em muitos centros espíritas.
Na minha opinião, concordo em parte com o que ambos (Sergio e Marco Aurélio) falam, e nesta questão que posto acima acredito que tem a resposta para suas respostas.

Pra mim, existe sim as colônias, não como são mostradas ou "caracterizadas, e se deu mais importância em como elas são, quantas pessoas tem, do que na sua real função. Um grande abraço, fiquem com Deus!